segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Arte sombria.

A sombra projetada é objeto da mostra que tem início hoje no Museo Thyssen, em Madri. Relegada à marginalidade na pintura (com algumas poucas referências no Renascimento, quando alguns artistas dessa escola se interessaram por esse tipo de perspectiva; algumas no Barroco, sobretudo por seguidores de Caravaggio; e outras no Romantismo, quando evoca o sombrio e o assustador), essa estética passa a atrair interesse, por si só, a partir do século 20, quando artistas começam a utilizá-la como objeto principal de suas obras, e não apenas como nuance.

A mostra se desdobra em três categorias, divididas por pisos: o primeiro mostra artistas que desde o Renascimento até o século 19 fizeram referência a essa estética em suas obras; o segundo é centrado no século 20, e dedica-se em especial às luzes e sombras da modernidade, expressas sobretudo pelo Surrealismo e pelo Expressionismo alemão; e o terceiro busca referências à sombra projetada em artistas como Rembrandt, Monet, Picasso, Goya, em fotografias, como as de Man Ray, e em obras cinematográficas, como as de Orson Welles, por exemplo.

A nós, simples mortais, fica uma amostra do fabuloso objeto da exposição:

Black and White (1926), de Man Ray