quarta-feira, 20 de maio de 2009

O baú da moral.

E aí que toda a rapaziada garbosa e intelectual resolveu falar e analisar a pestinha-mito Maisa, assim, de repente, depois de uma série de quiprocós com o patrão do Baú.
O engraçado é que ninguém questiona por que diabos é permitido colocar a gurizada na tevê, independentemente do tipo de programa. Enquanto isso, lá no sertão, se uma criança for pra roça com os pais, aparece no Globo Repórter com aquela música dramática de fundo, enquadrada categoricamente no crime de exploração infantil. Qual é a diferença? Se passar um blush na cara e ganhar mais de um salário mínimo fica tudo certo? Não estou defendendo o fato de a criançada ter de pôr a mão na massa sob nenhum formato, mas convenhamos: é fácil apedrejar uma situação distante da qual não se entende absolutamente nada (caso das crianças no sertão), exceto sob a ignorantíssima e pedante ótica socialoide, e tratar aquilo que é mais próximo (e constante) da realidade urbana e semiaristocrática (caso das crianças que aparecem na televisão) como "coisa bonitinha" ou "coisa monstruosa" (ame-me ou odeie-me), sem maiores aprofundamentos. 
E aquela emissora, que é uma empresa "correta" e com aquela coisa nauseante de Criança Esperança, fundação disso e daquilo tal, colocando a molecada pra fazer novela cheia de pseudogalã descamisado e ninfomaníaco? A tal da dignidade social mirim vai pra onde nessa hora? Respondo: pro buraco. 
Como a moral da maioria dos brasileiros.