segunda-feira, 25 de maio de 2009

Os revolucionários bonitos do nosso Brasil.


Uma coisa chata pra diabo é gente com síndrome de revolucionário. Veja bem, com síndrome. Aquela pessoa que não arruma sequer a cama, jamais pensou em trabalhar na vida, mas que acredita piamente que a salvação da humanidade é ter "uma postura politizada", "protestar contra o sistema". Aí pergunta pro bonitinho se ele sabe o que diabos é sistema? Né. Mas pior que isso é ver a juventude da terceira idade - a rapaziada que goza de aposentadoria desde a tenra infância e que se apresenta como ex-guerrilheiro ou algo que o valha pra justificar sua inatividade sênior - querendo ver a revolução acontecer. O problema é: em torno de que mesmo? Ele não sabe bem. A bandeira que estiver em alta. Palestina, Cuba, tanto faz. O que importa é dissimular sua incompetência pra realidade, gritando no ouvido alheio, chamando o outro de covarde, de sem consciência ou qualquer coisa assim, bem atitude. Eu só quero uma coisa dessa rapaziada descolada e engajada: distância.