quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quizás, quizás, quizás.

Aí fui hoje até a cidade bonitinha ver qual é que é a do negócio, e eu poderia dizer que a viagem foi traumática porque uma mulher de 390 kg sentou acidentalmente no meu colo no ônibus e ainda me expulsou do meu próprio assento; o seu Cinésio cobrou bandeira 87692, e um trajeto de 1 km me custou quase um salário mínimo; a empanada da rodoviária, que tinha uma cara fabulosa, foi a coisa mais tenebrosa que já comi na vida; e a primeira pessoa que cumprimentei na cidade perguntou de onde eu era, "porque aqui ninguém tem educação pra cumprimentar ninguém". Mas o fato é que, por algum motivo misterioso, gostei da cidade, achei a empresa a coisa mais luxuosa e de bom gosto dos últimos tempos e minha possível chefe é uma fofa, e mais rimos do que conversamos sobre o trabalho. Assim, peguei o ônibus de volta feliz e segura de que seria uma boa essa nova fase de poder, glamour, fama e dinheiro na cidade pequena - porque sou hiperbólica, sem noção e adoro a ideia de ser uma retirante às avessas. Mas, chegando aqui e sentando na frente do meu computador, com a minha xícara, com o telefonema de um amigo convidando pra jantar, um filme novo superbacana pra traduzir, um livro fabuloso pra revisar e relendo as mensagens que o ma lil' fish mandou ao longo do dia, dá um aperto pensar em deixar tudo isso... Porque talvez, no final das contas, eu seja uma tremenda mulher de malandro de S. Paulo, e só isto aqui possa me fazer feliz de verdade. Ou não?

Drama to be continued...