quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Henry Evans fazendo escola.


A vida institucional, na maioria das empresas, costuma ter uma estrutura pré-definida: metas a atingir, rapaziada sem noção da vida com que lidar, gente boazinha louca pra te ferrar, gente divertida pra te fazer rir, um chefe pra sacanear pelas costas etc. Tudo dentro do script. Acontece que tem alguns problemas mais difíceis de lidar, como ego maior que a competência, decibéis mais fortes que a coerência e distorção da realidade para não assumir a culpa por algo (não) feito.

Uma das coisas boas de trabalhar em casa é não estar diretamente exposta a essas mazelas da rapaziada que vive a ilusão bonita de que a vida institucional é um programa do Trump. Ou um remake malfeito de Anjo Malvado versão Aprendiz. Isso não impede, no entanto, que vez ou outra apareça alguma criatura docemente alucinada via on-line pra testar a minha paciência. Afirmando, por exemplo, com os emoticons mais ternos do mundo, que informou um dado importante que, não, querida, NÃO foi informado. E ferrando, assim, minha conta bancária. E o meu humor. E o meu dia. E a minha semana. O mês, talvez. Tudo com muita ternura.

Porque gente boazinha com um sorriso doce nunca mente.

(Play the game: hora de contatar a chefe de Lady Evans.)