sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Semana das amizades perdidas.

Saudosismo é uma palavra que não consta no meu vocabulário. Normalmente, acho que tudo o que ficou para trás é justamente o que deveria ter ficado para trás. Mas esta semana fez questão de me mostrar que, no fundo, não é exatamente assim que eu penso.

Começou na segunda, quando passei o dia com um amigo que telefonou pra me falar sobre um problema que havia acontecido. Embora ele nunca tenha deixado de ser um grande amigo, não éramos mais tão próximos como antes (considerando-se que não nos desgrudávamos), por conta do cotidiano e de miniquiprocós diversos.

Na quarta-feira, reencontrei, por acaso, uma puta amiga do colegial (da qual não tenho notícias há quase 10 anos). Foi tão agradável, e papeamos, trocamos e-mail e telefone e aquela coisa toda. E mais: foi tudo muito divertido, sincero e recíproco.

Hoje, recebi um CD do meu melhor amigo de adolescência - que não vejo há anos (apesar de, incrivelmente, ainda sermos vizinhos!) -, de uma banda que hoje em dia não gosto tanto assim, mas da qual já gostei muito, e esse amigo sabe disso. Um amigo que me ajudou a segurar muita barra em um período difícil, e que passava comigo horas e horas e horas e horas a fio conversando bobagem, fazendo planos fabulosos de dominação do mundo e resmungando sobre nossas decadentes vidas amorosas.

Isso tudo em uma semana difícil em que me fez bem rever, de alguma forma, pessoas tão queridas. O que me deixou meio saudosista, pensando em por que a gente se distancia de pessoas que são tão importantes, leves e que nos fazem tão bem.

Tudo isso pra me mostrar que ninguém é uma ilha e, mesmo que se queira ser, sempre há a possibilidade de receber uma mensagem dentro de uma garrafa atirada ao mar.