quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Who holds the stars up in the sky.

A absolutamente fascinante Amelia Earhart foi a primeira aviadora a cruzar o Atlântico em voo solo, grande ativista dos direitos femininos e eterna sonhadora. Não foi uma pilota impecável, como apontam registros da época, mas foi um grande ícone da aviação por sua atitude pioneira e por seu fascínio e dedicação ao que fazia. Para Amelia, voar não era apenas a profissão à qual queria se dedicar; era, antes, uma necessidade. Por isso, não mediu esforços para aprender como dominar as técnicas aéreas. Iniciou seus estudos aos 24 anos, trabalhando paralelamente para poder bancar os custos do curso de aviação, e, ao longo dos anos, consolidou-se como dama dos céus, escritora e celebridade, considerada por muitos a versão feminina de Charles Lindberg (aviador ícone da cultura norte-americana na época, e grande ídolo inspirador de Walt Disney), o que lhe rendeu o apelido de Lady Lindy. Sumiu sob circunstâncias misteriosas em 1937, no oceano Pacífico, acompanhada do navegador Fred Noonan, durante tentativa de fazer uma volta ao mundo. Há muitas teorias a respeito de seu desaparecimento, como a de que foi capturada por japoneses por ser uma espiã a serviço do governo Roosevelt e a de que havia mudado de identidade - ambas descartadas após estudos e pesquisas criteriosos. Recentemente, um artigo do The Daily Beast informou que cientistas encontraram indícios de que o avião em que a aviadora e o navegador voavam teria caído em uma ilha a 1.800 milhas ao sul do Havaí, e que restos mortais haviam sido encontrados no Kiribati (área compreendida entre a Micronésia e a Polinésia, distribuída ao longo do Pacífico). Como sempre, nada comprovado. E é justamente isso o que torna a história de Amelia Earhart tão encantadora.

Mas o mistério que envolve o sumiço de Amelia não se restringe apenas ao mundo científico e especulativo; a aviadora já foi referenciada em filmes, peças, ensaios e músicas. Mas o melhor está por vir. Amelia tem estreia prevista para outubro nos EUA, e conta com Hilary Swank no papel-título e com Richard Gere e Ewan McGregor no elenco. O longa é baseado na biografia escrita por Susan Butler, Mary Lovell e Elgen Lon e é dirigido por Mira Nair.

Agora é torcer para que o filme não seja apenas mais um blockbuster patriótico e enfadonho dos EUA às voltas com a Segunda Guerra Mundial - o que é bem provável, já que trata-se de um filme produzido pela Fox.

O trailer promete um bom filme (assim, ansiosamente, espero!):