quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Comercial de margarina.

Este mês certamente representou o meu inferno astral - o que quer que isso signifique exatamente -, mas como sou brasileira e aquele papo todo cretino de propaganda de cerveja, o ponto final desse momento louco será hoje. Porque amanhã começa outro mês, outra vida. E, além disso, a primavera já começou.

Por isso, para começar o mês como uma pessoa centrada, equilibrada e digna da presença de seus convivas, amém, passei a tarde tentando resolver as seguintes questões:

1. Por 174 mil diabos, por que não acho um lugar digno para morar? Dignidade no centro de S. Paulo chega a implicar em 2.500 só de condomínio. Alguém avisa o setor imobiliário que o espetáculo do crescimento é mera ficção científica com requintes de crueldade e que meus rendimentos estão congelados desde 1981?

2. Por que é tão difícil se desfazer de alguma coisa de que você já gostou tanto? E estou falando de qualquer coisa: planos, pessoas, situações. Eu sempre me frustro muito ao perceber que uma perspectiva não vingou, que uma escolha foi errada ou que aquele sentimento cheio de fitinhas coloridas acabou. Acho muito duro ter de cair na real, mas sempre caio e quebro a bacia e as costelas.

3. Por que se mover sempre pelo que não se tem, quando se tem o que, de fato, importa?

Em resumo: dá pra ser feliz como num comercial de margarina sentindo e querendo o tempo todo?