sábado, 31 de outubro de 2009

Estupra, mas não mata?

A vida anda bandida, por isso só consegui ver hoje o vídeo e ler calmamente sobre o patético tumulto na Uniban - causado por uma minissaia, em pleno século 21. E achei impressionante a capacidade do ser humano de ser babaca atemporalmente. Achei deplorável a falta de cumplicidade das mulheres e vergonhosa a atitude pseudopuritana dos homens, ao pior estilo "joga pedra na Geni". Se estar satisfeito com o corpo e querer mostrá-lo for motivo pra ser ameaçado de estupro, as primeiras vítimas dessa máxima deveriam ser os homens, sempre às voltas com seus shortinhos floridos e patéticos e de peitinho de fora. E deveríamos mudar a alcunha do país também: em vez de país do futebol, o país do estupro. Porque boa parte dos brasileiros "dá motivo" neste país tropical, considerando-se a opinião da rapaziada acéfala de que vestes tropicais são motivo pra partir pra barbárie. Gosto é opcional (e eu achei, inclusive, o tom de rosa mais chocante, esteticamente, que o comprimento da saia), mas respeito não deveria ser.

Com essa, até o Maluf deve ter ficado surpreso.

Vergonha alheia nível 9528.