sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A melhor banda de todos os tempos da última semana.


Comecei a prestar atenção em ciganos com a novela Explode Coração, vitrine clássica do inesquecível Cigano Igor, o primor de interpretação da teledramaturgia nacional. Com a novela, vieram os Gipsy Kings, dos quais eu igualmente gostava (percebam que infância terrível eu tive) e, tempos depois, gamei por Brad Pitt no papel de Mickey O'Neill em Snatch - Porcos e Diamantes, como o cigano lutador que se vinga (e vingança de cigano, segundo Guy Ritchie, é foda). Nunca esqueci essa frase e passei a achá-los fascinantes, exceto pela mulherada que tenta decepar transeuntes com seus puxões hercúleos no centro de S. Paulo, a fim de descolar uns trocados lendo mãos alheias. Mais recentemente, descobri o Gogol Bordello, banda não necessariamente cigana, mas com letras de abordagem errante e com sonoridade livre, apesar de apurada.

O Gogol Bordello (nome que faz referência ao escritor ucraniano Nikolai Gogol) é uma verdadeira babel, formada por músicos dos EUA, da Rússia, China, Ucrânia, Tailândia, Etiópia, de Israel e do Equador. O som é uma espécie de punk cigano ou, antes, punk folclórico, por misturar referências musicais de várias culturas. Como resultado, o som é uma grande celebração e as apresentações têm um toque circense, e eu, fascinada pela cultura de circo que sou, não poderia deixar de achar a banda incrível. O vocalista da banda, o ucraniano Eugene Hütz, que tem apartamento no Rio de Janeiro, onde já morou por mais de um ano, diz adorar o Brasil e até arranha bem um português.

Da banda, deixo a faixa "Wonderlust King", do álbum Super Taranta! (2007).

I travelled the world looking for lovers
of the ultimate beauty
but never settling in