terça-feira, 3 de novembro de 2009

Que venha o macaco.

Life is unfair, kill yourself or get over it. (Black Box Recorder)

Às vezes minha vida se parece com um programa antigo em que a rapaziada escolhia uma porta na ilusão de que ia conseguir um prêmio fabuloso, mas acabava escolhendo a porta errada e tinha de sair correndo loucamente de um gorilaço que vinha, insano, em sua direção. Eu, igualmente, sempre tenho uma porta com uma possibilidade fantástica, mas algum mecanismo desconhecido na ponta dos meus dedos me leva constantemente a escolher a porta com o macaco. Aí fica a dúvida: será que existia mesmo um prêmio magnífico atrás da outra porta ou era tudo encenação?

Lancei as apostas do ano, e estou aqui, suspensa, com a esperança de fitinha rosa nos cabelos, sentada ao meu lado, figa nos dedos. Não sou boa em jogos de azar, por isso tudo indica que mais uma fuga se aproxima.

Se assim for, que venha o macaco.

(Luciana Lima, chutando macacos insanos desde 1981.)