quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Barbarizando o superego.

Uma das coisas legais de se passar o dia inteiro trabalhando bolivianamente em frente a um computador dentro de um apartamento do qual, da janela, dá pra ver a rapaziada toda do prédio ao melhor estilo summer dove à beira da piscina enquanto você ignora veementemente o verão e sua insolência habitual é o fato de exercitar livremente a barbárie mental. Falar em voz alta (mas nem tão alta assim) sobre todas as agruras da vida e blasfemar contra o próximo loucamente como se não houvesse amanhã. Desfilar com os modelitos mais demodés do guarda-roupa, sem medo algum de chocar a humanidade, e usar chinelo de pano rosa-choque sem ligar para a estampa do vestido. Tudo no compasso bonito da solidão metropolitana.