segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Eu me remexo muito.

Então o inesperado aconteceu: sobrevivi. Mas o fato é que tenho me desdobrado estes dias para que a sanidade não largue minhas mãos, porque inferno astral deixou de ser uma questão de piada interna e resolveu se materializar de vez e tocar o terror. Fora isso, a vida no lar novo vai muito bem: eu e lil' fish temos nos esmerado para ser os maiores chefs do planeta, apesar de termos, inexplicavelmente, semidesintegrado uma panela em nossa primeira tentativa. Mistérios sobrenaturais.

O aspirador não chegou, nem internet, nem linha telefônica, mas o que importa é que, seguindo a mesma lógica dos europeus falidos que vêm pagar de bacanas no Brasil com seus euros supervalorizados em relação à nossa moeda, lil' fish e eu vamos bancar os patrícios abastados em solo argentino, onde nossas havaianas não serão vistas como símbolo de nossa degradação financeira, mas sim como o delicioso descompromisso de uma geração que sabe aproveitar casualmente os momentos de deleite que a vida tem a oferecer (suntory time). Fato é que iremos em esquema de pobreza absoluta, mas anda muito mais fácil ser pobre ao lado dos hermanos que aqui, nesta terra de panetones e sabiás.

Enquanto isso, preciso dar conta de, milagrosamente, entregar 3 documentários traduzidos e 1 livro revisado até quinta-feira. E de fazer as unhas (Mojica feelings). E de procurar um terreiro decente ao qual levar a lavadora. Coisas da vida real, porque glamour foi ali comprar cigarro e nunca mais voltou.