quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Papai e mamãe.


Descobri dia desses que existe um profissional chamado marido de aluguel, daí achei curioso o termo e, como a minha ideia de marido, ou companheiro, é a de uma pessoa que você ama e com quem quer compartilhar toda a forma de felicidade e prazer que a vida tem a oferecer, pensei que o profissional em questão se tratasse de uma espécie de pseudocompanheiro amoroso para aquelas que já desistiram de receber amor ou atenção de seus maridos, mas que, por um motivo ou outro, não podem ou não querem se separar. Para minha surpresa (mas não para meu alívio), não é disso que se trata. Marido de aluguel é o seguinte: se houver um vazamento, o gás acabar, a lâmpada queimar, o teto cair, um leão invadir a casa, uma barata monstruosa aparecer na cozinha ou se acontecer qualquer outro evento que pressuponha a presença do homem da casa, mas por algum motivo um marido real não estiver por perto para resolver, chame aí esse camarada que ele vai solucionar todos os seus problemas.

Fiquei pensando, então, seguindo essa mesma brilhante e arrojadíssima lógica de nomenclatura, quais seriam as atribuições de uma esposa de aluguel, e cheguei à seguinte conclusão: doméstica. Porque o mundo onde o homem (e só o homem) deve sempre prover a segurança e o sustento da família é o mesmo em que a mulher (e só a mulher) deve ser passiva e cuidar minuciosamente da organização do lar. Algo bem século 21.

Mas tudo bem. Se a gente ainda tem pelo no corpo é porque não evoluiu o suficiente, não é mesmo? A gente chega lá. Ou não.