terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Altruísmo involuntário.

Antes de me mudar, deixei em casa duas sacolas sob a tutela materna: uma com roupas a serem doadas e outra com roupas a serem levadas à costureira, amiga de minha mãe. Acontece que, por conta de um misterioso equívoco, a sacola encaminhada à doação foi a de peças a serem consertadas, o que significa que o meu projeto melanina-é-atitude, a ser executado na piscina aqui do prédio, não será levado a cabo, já que o único biquíni que não me deixava com a aparência de chacrete decadente - por se tratar, provavelmente, do único modelo no universo criado para mulheres com mais de 10 kg - estava no pacote destinado à reforma, por conta de um mísero fiozinho solto. Enfim, nada de pele dourada, porque albinismo também é uma questão de humor alheio. Ou, o mais doloroso: de humor materno.

Assim, comecei o ano fazendo bonito, doando casacos garimpados em brechós ao longo da vida em uma surpreendente ação de altruísmo involuntário patrocinada por minha própria genitora. Espero ao menos que tal feito seja creditado pelo conselho cármico (!) como bônus astral em minha avaliação periódica.

Por enquanto, só me resta seguir a canção e deixar o verão pra mais tarde.