terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ceci n'est pas un conseil.



Estou em um momento da vida em que acredito que grande parte dos problemas em sociedade seriam facilmente resolvidos se 1.) as pessoas não tivessem uma euforia descontrolada por formular opiniões instantâneas sobre qualquer um que cruza o seu campo de visão e sobre qualquer ruído que ronda seu campo auditivo, e se 2.) as pessoas falassem menos - e ouvissem menos também, porque nem tudo precisa ser escutado, justamente pelo fato de que muita coisa sem sentido é dita por aí. Por "ouvir", cabe tomar a acepção de "levar em consideração" - ainda estamos no lado Herzog da linha vermelha.

No entanto, como minha opinião não serve de bibliografia básica para estudos filosóficos e sociais avançados em Harvard, deixo um combo simples de uma rapaziada que abordou o tema com mais propriedade e prestígio do que eu:

1. Magritte, com a imagem acima, La trahison des images (1928).
2. Sidney Lumet, com o filme Doze homens e uma sentença (1957) - não confundir com Doze homens e um segredo, grata.

Taí um combo fabuloso que, se devidamente levado a sério, pode dizer mais sobre o mundo do que os seus olhos e ouvidos creem ser capazes de lhe mostrar.