segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Will you still need me, will you still feed me when I'm 64?

Tenho pensado seriamente em disfarçar com modernidade o fato de estar envelhecendo. Algo como tingir o cabelo de ruivo para superar a ideia de velhice a que meus cabelos brancos remetem. Virar ruiva perto dos 30 é como tingir o cabelo de acaju quando se está perto dos 50: algo que facilmente identifica a crise estético-etária-patético-existencial em que você se encontra.

O que me impede, a princípio, é o fato de achar deprimente essa coisa de retocar raiz - porque pior do que escolher a cor errada para o cabelo é deixar a raiz aparecendo, expondo para a rapaziada que a sua incapacidade para a vida é tamanha que nem a manutenção ideal para o seu próprio cabelo você é capaz de fazer. E, sabe, minha baixa autoestima anda tão alucinadamente extrovertida e metidinha a besta nas últimas semanas que ando optando por preservar minhas raízes - literalmente.