segunda-feira, 5 de abril de 2010

O puro creme do milho.

Para ser grande, sê inteiro:
nada teu exagera ou exclui.
Põe quanto és n
o mínimo que fazes.
Sê todo em cada coisa.
Assim em cada lago a lua toda
brilha,
porque alta vive

Eu sempre achei que fosse necessária a intervenção didática de alguma instituição habilitada para direcionar uma leitura adequada a indivíduos ontologicamente debiloides, mas não existe nada disso: na ABL a rapaziada só pensa em tomar chá e fazer piadinhas incompreensíveis sobre Rimbaud, e as instituições de ensino para a tenra idade se tornaram creche de nanodelinquentes. Daí, o pessoal cresce confuso, sem discernimento nenhum, e coloca Fernando Pessoa em circular do mês de empresa, como se a grandeza bradada em sua poesia se referisse a dinheiro e ao Donald Trump livin' la vida loca. É por isso que apoio fortemente a ideologia de que autuar sem nenhuma piedade essa corja por transgressão literária pode render bons fundos à nação. O açoite à moda muçulmana também seria visto com bons olhos.

E, como se não bastasse a turminha institucional fazendo presepadas angustiantes envolvendo o nome de Pessoa como se o apocalipse estivesse batendo à porta, Fernanda Abreu também extrapolou o limite do tolerável com o poeta. Está aí um bom foco para revolta, turma do terrorzinho.