sábado, 15 de maio de 2010

Alguém na multidão.

Quando a solidão grita.

Dias atrás, uma menina conversava alto pelo celular dentro do ônibus. Eu fiquei irritada, porque estava ao lado tentando ler e, embora não estivesse com a mínima vontade de prestar atenção na conversa, era inevitável ouvir frases como "ah, mas eu queria tanto saber dançar", "gosto do grupo x", "sinto a falta de fulano", "não aguento mais meu trabalho", "não falo com minha mãe há x meses". A certa altura, o celular em que ela estava falando toca, interrompendo alguma frase que dizia. A menina, constrangida e vermelha, vira para mim e diz que o celular está com defeito - como se tivesse de me dar satisfação. "Só poderia falar mais baixo", eu pensei.


Quando a solidão dança.

If I had the chance
I'd ask the world to dance
And I'll be dancing with myself