sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bonnie & Clyde versão pedófila.

(Não acontecia algo do gênero comigo desde o dia em que recebi uma amostra grátis de sucrilhos e um afago de um mendigo. 2001, que ano.)

Agora há pouco, no Terminal Barra Funda, um nanodelinquente amador de 6 ou 7 anos me aborda:

-Tia, dá um real? Tô com fome.
-Não tenho.
-Arruma aí, vai, tô com fome.
-Não tenho nada.
-Ô tia, sabia que se eu roubar esse teu casaco aí eu arrumo uma grana?
-O que, esse aqui? Que nada, ninguém quer isso, não. É velho, de brechó.
-De quê?
-Brechó. Um lugar que só vende roupa usada.
-Zuado, hein, tia.
-É, tá achando o quê? Não tá fácil, não.
-Vamo roubar comigo, então, tia?