terça-feira, 25 de maio de 2010

Disfarçando timidez com curiosidade.

Dentre as tantas técnicas que já usei ao longo da vida pra disfarçar minha timidez (como humor nonsense, autoavacalhação em nível avançado e sinusite), a que surte resultados mais satisfatórios em sociedade é a prática investigativa.

Funciona assim: durante uma abordagem, pesco quatro ou cinco focos de interesse da pessoa, faço cara de quem ganhou uma caixa de alfajores e, voilà, tenho material o bastante para sobreviver a até duas horas de exposição pública sem me desintegrar. Isso porque, em condições normais, pessoas que abordam outras para conversar gostam de se sentir observadas, instigantes, e demonstrar curiosidade fazendo perguntas sempre passa essa impressão. Some-se a isso o fato de que a vaidade humana é um saco sem fundo. De qualquer modo, usar essa malandragem com pessoas bacanas pode render boas risadas e até amizades inesperadas - é raro, mas acontece.

Em geral, uso a técnica com pessoas minimamente interessantes, mas o método também é válido para situações peculiares em que o contato é indesejável, mas preciso fingir um nível mínimo de sociabilidade. Queria muito dar exemplos concretos, mas fica a dica de que uso esse macete praticamente todos os dias úteis.