quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ritmo de festa que balança o coração.

Em ano de presidenciáveis, resgato este texto que escrevi ano passado:

Em 1989, Silvio Santos filiou-se ao pequeno PMB (Partido Municipalista Brasileiro), para concorrer ao cargo de presidente da República. Por questões judiciais - irregularidades encontradas no registro do partido -, a candidatura foi anulada e, apesar de ensaios tímidos e mobilizações para uma possível participação em outras eleições pelo PFL (partido ao qual também se filiou), o Senor Abravanel acabou desistindo da carreira política. E, assim, o planeta dos macacos não é um grande baú da felicidade, os salários não são barras de ouro que valem mais do que dinheiro e o IPTU não pode ser pago pelo carnê do baú. Nesse ano, no entanto, o candidato eleito foi o bonitinho, mas ordinário, Fernando Collor de Melo, que levou toda a rapaziada culta e propositalmente descabelada da nação às ruas, no caso vulgarmente conhecido como gritei-e-sujei-a-cara-porque-papai-anda-deprimido-falido-e-vai-cortar-minha-mesada.

Moral da história:
1. a Voz do Brasil não é apresentada pelo Lombardi, e sim por aquele senhor e aquela senhora sem a mínima noção de entretenimento;
2. Claudia Raia não sabe escolher candidato.

A quem desconhecer esse clássico do folclore wannabe brazuca, segue o vídeo: