quarta-feira, 23 de março de 2011

Irei como um cavalo louco.

Eu bem que tenho tentado disfarçar com entretenimento ruim ou mensagens lacônicas, mas o fato é que está rolando a maior dificuldade de escrever seriamente por aqui (e daí você, cidadão adulto, vacinado e em dia com a contribuição social deve estar se perguntando quando foi que rolou seriedade neste espaço, “amadora maldita”).

Queria, por exemplo, ter reunido todas as palavras confeitadas do meu vocabulário pra escrever umas linhas sobre meus recém-chegados 30 anos – completados semana passada –, resmungar loucamente sobre a vida e sobre senhoras que usam expressões como “contrair gestação”, fazer relatos sombrios sobre a temporada de botas tenebrosas pelas ruas e sobre meu desprezo por toda e qualquer pessoa que use “a título de” que não por motivos lúdicos. Enfim, não rolou. Por uma série de motivos excelentes, é fato – amor, plantas, amigos, cursos bacanas, família e mais uma série de coisas que tem me feito esquecer com louvor de que sou a maior resmungona pessimista do planeta.

Talvez, também, boa parte dessa dificuldade em escrever aqui se deva a este blog não ter um foco – o que foi uma (enorme) carência pessoal boa parte da vida até aqui. Mas, veja, já estou ficando velha demais pra tanta generalidade, quando as coisas bacanas estão todas de castigo com orelha de burro ali no cantinho.

Se eu escrevesse um livro ruim agora, o título seria o mesmo daquele filme, Irei como um cavalo louco (ok, basicamente porque sou estabanada). Pra um lugar que finalmente eu sei qual é, e pro qual já deveria ter ido há muito tempo.

Então, é isso o que eu tenho a dizer. A quem perguntou: não se preocupe, estou (muito!) bem.