quarta-feira, 11 de maio de 2011

Delírio tropical.

Por conta deste artigo aqui, estava conversando (ou tentando, enquanto o vento praticava bullying no meu cabelo sem nenhum pudor) com a senhorinha sobre essa coisa tão classe média de querer ser classe alta (jerk version) - o caso da irmã da senhora em questão, que não se conforma com os bolivianos pelas ruas, quando ela própria é de outro país (Itália), pois "está fora de questão o benefício que os italianos trouxeram pro Brasil, mas e essa gente, pra que misturar?". Dei o exemplo da rapaziada de Higienópolis - ou, antes, da habitual meia dúzia de pentelhos que emperra obras por lá, sempre para evitar o contato "com os de fora" - pra explicar quão elitista é a mentalidade da indiazada por aqui, e não a indiazada em si, e daí entrei num delírio tropicalista pessoal e intransferível envolvendo a menina que diz "fui ao Einstein" - quando quer dizer que foi ao médico - e a que diz "a gente sempre pensa em Paris quando pensa em férias, mas tem que parar com isso". Enfim, tudo isso, meu senhor, minha senhora, pra dizer que classe alta é um lance naipe Eike Batista (se a referência for dinheiro) ou Elisa Freixo (se a referência for elegância). Já você, mosca-de-sopa-fria separatista al aglio e olio, nunca vai chegar lá simplesmente porque não tem classe nenhuma.