terça-feira, 16 de agosto de 2011

Frila, esse eterno incompreendido vol. 89523

Eu trabalho em casa, num escritório cheio de livros, dicionários, papéis coloridos e um violão. Mas, para minha mãe (e boa parte do universo), trabalhar = trabalhar fora. Mas não me rendi.

Meses a fio, mostrei a ela os livros nos quais trabalhei, passei horário de exibição dos documentários que traduzi, emprestei os filmes que legendei. Falei da previdência privada, dos planos, das contas em dia, das plantas sadias, mostrei os badulaques que comprei, contei sobre os planos de viagem (ok, falei só da parte boa). Fiz até cartão de visita pra ela entender o que faço - porque eu achava que não, mas a gente quer sempre ser alguém legal pra família, mesmo quando a gente é aparentemente cretino com ela, ou vice-versa.

Ela parecia ter entendido e achado legal. Até este diálogo:

-Vai lá em casa um dia, mãe.
-Vou, sim. Vou chamar sua tia também. Daí ela aproveita pra te visitar enquanto você não está trabalhando. Depois fica difícil, né?


(Sair de casa e crescer. O vídeo mais incrível do dia, via Babee.)